Governo Lula anuncia R$ 400 milhões extras após universidades cortarem até gasolina

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BRASÍLIA – O ministro da Educação, Camilo Santana, disse nesta terça-feira, 27, que vai recompor o orçamento destinado às universidades federais em R$400 milhões.

A medida ocorre dias após universidades cobrarem mais recursos do governo federal e anunciarem uma série de medidas de economia incluindo cortes nos gastos de combustível, interrupção da compra de equipamentos de informática e passagens aéreas, entre outras.

“As nossas instituições não serão afetadas por qualquer corte, ou bloqueio, ou contingenciamento no nosso orçamento”, afirmou Camilo.

Além disso, o governo vai liberar nos próximos dias recursos já existentes da ordem de R$ 300 milhões e que estavam contingenciados devido a um decreto que determinava fluxo mais restritivo de repasses. Com a regra, os entes podiam executar valores por mês seguindo a lógica de 1/18 avos, em vez da regra de 1/12 avos, o que, na prática, reduzia o valor disponível por mês.

“Nos próximos 2 dias será feita a transferência desse recurso para normalizar a situação até maio desse ano. A partir de agora as instituições federais ficam fora de cumprir essa regra do decreto da divisão orçamentária, passará a voltar à divisão de 1/12, normalmente, como sempre foi”, disse Camilo.

Ministro Camilo Santana durante audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
Ministro Camilo Santana durante audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

O corte havia recaído sobre o orçamento discricionário das instituições, ou seja, a parcela de recursos destinada ao pagamento de gastos diversos, excluindo despesas obrigatórias como a folha de funcionários.

Os R$ 400 milhões anunciados recompõem o orçamento das universidades aos patamares previstos pelo governo no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), enviado ao Congresso. Após passar pelo crivo do parlamento, o valor havia sido cortado na Lei Orçamentária Anual, posteriormente sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agora, com o remanejamento de recursos, R$ 400 milhões a mais estão disponíveis nos cofres das instituições. O ministro da Educação não detalhou de onde sairá o dinheiro, disse apenas que será redistribuído dentro da pasta.

Projeto de Lei

Outra medida anunciada pelo ministro foi a elaboração de um projeto de lei para dar sustentabilidade ao orçamento das universidades e institutos. Segundo Camilo, será criado um grupo de trabalho para desenhar o projeto e também para discutir padrões para as contratações feitas pelas universidades.

“Hoje tem uma lei do Fundeb, que garante o financiamento da educação básica. (Desejo) que a gente possa ter uma lei também nacional que garanta os orçamentos das nossas universidades, o ensino superior no Brasil, que é muito importante para o país”, disse.

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