Na cidade de Pomuch, na Península de Yucatán, México, mil residentes participaram de um ritual centenário do Dia de Finados, desenterrando e limpando os ossos de seus parentes falecidos. Hoje, essa tradição enfrenta os desafios do turismo crescente.
As famílias retiram cuidadosamente os restos ósseos de seus túmulos, limpam-nos com panos e os organizam em ordem. Como documentado em um vídeo do The New York Times, eles veem esse processo como um ato íntimo de amor e memória.
Maria Luisa Yuan e seu marido, Jorge Jurado, limparam juntos os ossos do primeiro marido de Yuan, expressando o significado emocional da tradição. Jurado, 66, limpou meticulosamente cada osso, incluindo vértebras e dentes, enfatizando que o ato é realizado com amor. Yuan, 69, observou que, em sua idade, especialmente para aqueles que se foram, não há espaço para ciúmes.
A equipe do The New York Times, incluindo o chefe da redação da Cidade do México, Jack Nicas, e a colaboradora visual Mariana Carrasco, passou dias no cemitério de Pomuch documentando o ritual. Em um vídeo de 2 minutos e 56 segundos, eles ofereceram uma perspectiva íntima do ritual e de seu contexto em evolução. A reportagem foi uma colaboração de Jack Nicas, Mariana Carrasco, Laila Medina, Rebeca Luna e Stephanie Swart.
Os moradores locais enfatizam que o ritual não é uma performance, mas um dever espiritual privado. Com o aumento da pressão turística, Pomuch enfrenta o desafio de preservar a dignidade de seus costumes ancestrais enquanto lida com a atenção externa e a realidade da potencial comercialização, destacando a resiliência e a fragilidade dessa rara expressão cultural.